14.7.09

da inspiração

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às vezes leio só os artigos que têm os títulos mais bonitos. como quem compra cd's só porque têm capas bonitas.
coisas como:

.double fertilization: caught in the act

Berger, F. et al.

.a blossoming romance: gamete interactions in flowering plants
Twell, D.


.adhesion and cell movement during pollination: cherchez la femme
Lord, E.


e mais lindo, chamar-lhes LUREs:

.defensin-like polypeptide LUREs are pollen tube attractants secreted from synergid cells

Okuda, S. et al.

princesices

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alguém quer uma princesa caprichosa, preguiçosa, mimalha e gulosa?

13.7.09

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O desamor, pela minha experiência e observância - pelas minhas anotações num caderninho palerma que comprei numa loja de produtos étnicos -, começa por ser uma massa informe, cuja forma final, o potencial desamado pressente, mas não aceita; e vai-lhe tocando, com trejeitos de escultor, na esperança de a desviar daí para outra coisa qualquer - assim como uma jarrinha inofensiva ou um bibelô murcho. O tempo não ajuda porque coze este tipo de massas, contribuindo para a sua solidificação. Além do mais - isto segundo a minha experiência, a minha observância pessoal e as minhas anotações no caderninho palerma, claro, claro: longe de mim querer estar para aqui a ditar leis sobre o assunto -, a massa do desamor tem uma filha-da-puta de uma espécie de memória intrínseca da forma definitiva que deve tomar, que a faz caminhar para ela com tanta convicção, que o desamado, que ainda não o é, não se livrará de o ser, por mais que a tente moldar com mãos subtis ou, num estádio mais avançado de solidificação, desbastar à martelada.

Uma história de desamor treze vezes, António Gregório
Imagem: Kevin Van Aelst

10.7.09

bom dia

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Morning, Iron and Wine (Around the well, 2009)
Imagem: ghostpatrol

9.7.09

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O tempo é um velho corvo
de olhos turvos, cinzentos.

Bebe a luz destes dias só dum sorvo
como as corujas o azeite
dos lampadários bentos.


E nós sorrimos,
pássaros mortos
no fundo dum paul
dormimos.


Só lá do alto do poleiro azul
o sol doirado e verde,
o fulvo papagaio
(estou bêbedo de luz,
caio ou não caio?)
nos lembra a dor do tempo que se perde.

Carlos de Oliveira
Imagem: itchy life

8.7.09

People are better than no people.

alguém na Anatomia de Grey




(esta gente deve passar noitinhas sem dormir a engenhar episódios que deixem as polvas e as camelas deste mundo, e mais outras gentes e animais, lavadas em lágrimas)

The Cult of Done Manifesto

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1. There are three states of being. Not knowing, action and completion.

2. Accept that everything is a draft. It helps to get it done.

3. There is no editing stage.

4. Pretending you know what you're doing is almost the same as knowing what you are doing, so just accept that you know what you're doing even if you don't and do it.

5. Banish procrastination. If you wait more than a week to get an idea done, abandon it.

6. The point of being done is not to finish but to get other things done.

7. Once you're done you can throw it away.


8. Laugh at perfection. It's boring and keeps you from being done.

9. People without dirty hands are wrong. Doing something makes you right.

10. Failure counts as done. So do mistakes.

11. Destruction is a variant of done.

12. If you have an idea and publish it on the internet, that counts as a ghost of done.

13. Done is the engine of more.

Kio Stark & Bre Pettis
Imagem: thomfougere

7.7.09

em dias de sol

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Imagem: Jes Brinch

1.7.09

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Estou deitado no sonho não
perturbes o caos que me constrói

Afasta a tua mão

das pálpebras molhadas
Debaixo delas passa
a água das imagens

Gastão Cruz
Imagem: Sarah Hermans

28.6.09

em dias de chuva
i sing to myself

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Dream baby dream, Bruce Springsteen (Suicide cover)
Imagem: bcaptured

24.6.09



Join us, Katie Stelmanius

(mais coisas bonitas aqui)

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(...)

As frases começadas
hei-de um dia os mundos desta vida.

João Miguel Fernandes Jorge
Imagem: empalagarme de mar

21.6.09

ó mãe! vês? não sou a única maluca que abre e fecha frigoríficos

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o rodrigo leão também diz ali na única que o passatempo dele é abrir e fechar o frigorífico. a mim, é mais um vício. abrir e fechar, abrir e fechar... devo achar que o vou abrir e encontrar a solução para todos os meus problemas. é a luz ao fundo do túnel (o pior é que também faço isto em casa das outras pessoas).

qualquer dia acontece-me como à margaret

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The Big White (Mark Mylod, 2005)

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Não sei o que é um espírito. Ninguém
conhece a fundo a luz do seu abismo
enquanto o vento, à noite, vai abrindo
as infinitas portas de uma casa
vazia. A minha voz
procura responder a outra voz,
ao choro dos espectros que celebram
a sua missa negra, o seu eterno
sobressalto. Num ermo
da cidade magoada escuto ainda
o rumor de um oráculo,
a febre de um adeus que se prolonga
no estertor dos ponteiros de um relógio,
nesse ritmo feroz, na pulsação
do meu sangue exilado que recorda
um abrigo divino. pai nosso, que estás
entre o céu e a terra, conduz-me
ao precipício onde hibernou a alma
e ensina-me a romper a madrugada
como se a minha face fosse
um estilhaço da tua
e nela derretessem, por milagre,
estas gotas de gelo ou de cristal
que não sabem ser lágrimas.

Fernando Pinto do Amaral

Imagem: Ériver Hijano

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yesterday was suckin' and tomorrow's looking bad.
want some hospital food?

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Imagem: tetheredto

14.6.09

To you from Eirik & Erlend‏ (aka o deus das polvas)

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Weeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee.

13.6.09

não digo mais que tenho cabelo à menino.
eu tenho mas é cabelo à coco.

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somehow pop just feels so fair in this tangled, injured air

a polva anda com os ouvidos felizes e contentes coladinhos nisto:

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Strictly Game, Harlem Shakes (Technicolor Health, 2009)